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Eis que audiência deste blog cai pavorosamente. Quis simplificar a vida e comecei pela on-line. Mas chegou 2010, e agora passo dias pensando em posts que não fazem mais que engordar a seção rascunhos do wordpress. Triplicam post-its coloridos de “coisas pro blog” na mesa do trabalho e já dizem que esse tal blog é imaginário. Que entraram há meses e desde então a coisa estagnou. Estagnou, fazer o que?

Ano passado decidi que a minha vida era importante a ponto de não ter que estar aqui, ao deus-dará da internet. Será? Depois mudei de ideia. Foram tantas visitas em casa que até quis criar um blog só pra divulgar as coisas boas da cidade. Ainda acho que sou uma exímia conhecedora de todos os lugares onde moro, mas outro dia me perdi no meu próprio bairro, então parece que eu não tô com essa bola toda. Talvez 2010 seja só o ano de não pensar muito, pra não achar nada errado.

E eu? Que queria tanta gente no Rio comigo pra dividir as novidades, e que levaria os daqui a tiracolo pra mostrar como é a vida além-Cristo Redentor. Que chego em casa já com saudade da gata e do gato, agora dedico parte do dia em ideias costuráveis. Que trocaria toda a vida on-line por momentos em carne e osso com as pessoas queridas que agora estão longe.

Queria mesmo é que que todos soubessem a alegria que dá esse recomeço maluco ao ritmo de marchinha.

Gente. Eu sei, tô ausente. Sumi daqui e isso me dói o coração.

Mas quer saber, vou sim reclamar. Galera pensa que eu vim pro rio e mudei pra outro planeta. Que tava em barcelona, e meudeusdocéu!, não respondia msn nem orkut. Só que mandei postais, cartas, emails, e continuo (sim, senhor) enviando sms periódicos. Não posso dar ou exigir mais atenção. Todo mundo entra nesse blog que eu sei, mas só mantém contato quem quer.

Revoltei. Pronto, falei.

Fica um Enjuto pra levantar os ânimos.

«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.

Assim é. Assim seja.»

do Caderno de Saramago

eunaopenso

Aí eu deixei de ser amaykot. Virei apacheco. Não só no trabalho novo, mas também na vida real. Tanto lutei pra abolir o tal sobrenome, correndo contra o tempo pra fazer o que a outra amanda não faria, pra, de mansinho, perceber que uma não tem que sair pra dar espaço pra outra. Engraçado.

As amandas foram aprendendo que, pra ser feliz, não precisa acelerar. Pelo menos não tanto. Gostoso mesmo é tomar café da manhã em casa, sair pra uma cerveja na quarta-feira, entregar um projeto e preencher com ok na lista de pendências.

Colo o rosto na janela do ônibus porque não quero perder nenhum momento da paisagem daqui. Gosto de descer algumas paradas antes de casa, pra escutar o vai-e-vem da cidade e o sotaque dos velhinhos na rua. Me divirto com os costumes dessa gente, essa raça à parte, esses cariocas. Eles trocam qualquer programa por um choppinho na esquina, organizam churrascos espetaculares como compram o jornal: todo domingo. Reunião em casa pode se tornar roda de samba ou mesa de truco em menos de um copo. Quando você vê, já está com uma tabelinha de naipes, louco pra aprender a jogar.

Aí virei apacheco. Mistura nostálgica de uma itajaiense, pseudo mané-espanhola, vivendo num rio de janeiro cada dia mais bonito. Engraçado.

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E lá se foram 25 dias por aqui. Já me apropriei de um quarto na casa, pedi novos documentos, comprei material escolar com a Helena, boa irmã que sou. Voltei a dirigir e a acordar tarde. Joguei Imagem & Ação, tomei café com pão caseiro e comi miojo. Praia em Itajaí, visitas em Floripa, carnaval no Rio.

E entre os afazeres de uma ex-exilada, o topo da minha lista é bem claro: redescobrir a minha vida antiga. Perdeu a graça ir a restaurantes, ganhou pontos cozinhar tomando vinho entre a família e convidados. Quando o programa é desenhar, cortar e montar flores lindas pro cabelo com a vovó, são cem pontos de vantagem. Uma janta madrugada afora com os amigos é nocaute e sem revanche.

Agora é a vez de dar um jeito na rotina. Ou na falta dela. Essa semana são algumas entrevistas no Rio, semana que vem em São Paulo. E no meio das expectativas, vou tentando escrever mais por aqui, responder recados e e-mails antigos.

É que é saudade de tanta coisa, que nem sei por onde começar.

adeu_bcn

É HOJE!

A despedida oficial da Amanda, da Nina e do Viti. Uma super bienvenida ao Andres, um encontro histórico de amigos, vizinhos e companheiros de cidade. Uma noite regada a causos e coquetéis, mais uma das boas pro nosso rol de histórias irrepetíveis.

Se você está por Barcelona ou topa pegar uma condução de última hora, VENHA!

Meus queridos, hoje só dá nós!

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Ps.: Esse convite tu-do é do viti. Você pode babar mais aqui.

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Antes de voltar eu queria:

_ dar um pulo na Sephora e refazer a necessaire pro próximos tempos, já que no Brasil a maquiagem é item de luxo e de constante inflação.
_ levar uns quantos tombos na neve. A única vez que consegui ir até lá cheguei tarde, fazia frio, meu estômago estava do avesso, e o jeans e a jaquetinha de semi-inverno vetaram a aventura.
_ visitar o País Basco. E também Sevilla de novo.
_ ter três festas de despedida sem precisar organizar nem se incomodar.
_ marcar oitenta entrevistas por aí pra não ficar no perrengue. Umas dez já me contentariam, mas isso eu começo já.
_ fazer a feira nas rebajas da H&M, daMango, da Stradivarius e da Pull & Bear, que assim o dinheiro rende mais.
_ ficar zen.

Será que dá?

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ps: não acho o dono da imagem linda dali de cima. alguém conhece?

papai_noel

Nunca escrevi uma carta pro senhor, eu sei. E justo o dia que resolvo fazer uma, é em cima da hora e possivelmente já não dá tempo de mais nada. Tente entender, é que esse ano foi aquela loucura, e no final das contas, a ilusão natalina acabou como item de última importância.

Acontece que hoje acordei com vontade de não ser Natal. Não quero que as pobres criancinhas percam essa data tão especial, mas bem que o meu Natal o senhor podia adiar, né? Em 35 dias tô de volta à minha terra, e garanto que seria muito mais divertido virar a meia-noite com um banquete itajaiense. Prometo passar o dia 25 lavando a louça do 24, sem reclamar nem nada.

Como o senhor viaja muito, deve saber que os costumes daqui não são lá muito motivadores, e é difícil admirar uma tradição onde no próprio presépio tem um rapaz de cócoras fazendo cocô. Fora esse papo de reis que trazem presentes de camelo, vindos do Oriente sem nenhum sinal de cansaço. E o pior, só dia 06 de janeiro. Minha ansiedade não aguentaria e eu possivelmente estaria de cama nessa época.

Os amigos secretos também são outra estranheza. Já fui em dois e tem o terceiro hoje. Nada de teatrinho ou expectativa, os presentes já tem o nome escrito e ninguém sabe quem foi o benfeitor. É pegar, abrir e bater foto. Claro, rola aquela especulação e vira uma festa. Mas se emoção acumulada valesse dinheiro, talvez eu estivesse menos inconformada.

Olha, não é pro senhor ficar com pena, não. Já sabe que tô muito feliz com tudo e esse é mais um fim de ano histórico! Provavelmente meu último fora do Brasil, depois só de férias e quando já estiver zilionária (ah, isso é outra coisa que o senhor podia dar uma atenção). Esse ano eu me comportei, fui responsável e também aproveitei e agradeci muito cada conquista. Posso ter metido os pés pelas mãos uma vez ou outra, mas bem que no final deu tudo certo.

O que eu quero dizer é que vou entender se não der pra trocar a data desse Natal. Em cima da hora acabam as ofertas e tem presente que não dá mesmo pra comprar. Mas, por favor, tenta dar um pulo aqui em Barcelona, que quero pelo menos mostrar pra todo mundo quem é que traz os presentes de verdade!

Juízo na estrada e Feliz Natal!
amanda

Calcula aí: somando e dividindo o já acumulado, dá pra viver bem de amor em 2009. Até podemos dispensar o 13º, e garanto que não vamos nem querer o seguro-desemprego.

Nada de ponte aérea low-cost, muito menos de contas telefônicas impossíveis.

A gente se adapta à tal da crise facinho-facinho, que o amor está em alta!
Janeiro que nos aguarde.

super_vovo-copia

Beijos atômicos e abraços ultravioleta! Feliz aniversário, velhinha!!!

// Quer ver do que ela é capaz? Olha isso!

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