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Das duas uma. Minha gata é um cachorro ou eu sou boba demais.

Foi do meu avô que eu herdei o gosto irreprimível por tralhas e velharias. Esse hábito, às vezes bizarro, por antiquários, sebos, brechós. Quanto mais mofo melhor. Uma livraria linda, nova e cheirosa me dá fobia, mas puxo banquinho e passo tardes inteiras dentro de um sebo qualquer. Programa bom mesmo era vasculhar volumes antigos de Seleções do Readers Digest com o meu velhinho, lá naquele sebo perto de casa. Talvez a família nunca tenha entendido a importância de lotar a estante com volumes cheios de traça das piadas da caserna. Eu entendia. Tanto, que queria uma estante dessas na casinha do Rio, cheia de livro antigo e revista ultrapassada. Mas aqui é pequeno, não dá. E a gata adoraria pular nos livros e arrancar páginas com as unhinhas.

Fazia isso aos 7 anos com meu avô, aos 15 com a amiga, e aos 26 continuo gostando de viver de passado. Por isso persigo os centros velhos das cidades que morei e busco sempre uma maneira de sair sozinha e sem rumo, pra poder entrar em todos os antros de velharias que eu achar que mereçam a minha atenção.

Têm aqueles que, assim como a família que não entendia lá muito bem a loucura pelos carros antigos ano 54 do meu avô, também não entendem essa minha adoração por feiras de usados e brechós de rua. Ainda não contabilizei quantas peças trouxe de passeios por aí, verdadeiros achados! Confesso que muitas nunca tive o prazer de usar. E confesso também que umas tantas eu usei sem lavar antes. Sem nojinho, por favor. A feira de Les Encants em Barcelona e a Praça XV no Rio são o meu céu na terra.

Mas o papo agora é outro. O negócio é que meus feeds do Reader têm migrado inconscientemente pruns blogs -deliciosos- de estilo e moda. E descobri que sou vidente e não sabia. Não é que virou moda essa reciclagem de antiguidades? A-D-O-R-E-I. É um tal de blog de venda de móveis usados fofos, outro da menina que desapega daquelas roupas do fundo do armário e vende baratóvski, aquele outro de troca-troca de quinquilharias, ou o de idéias joia pra casinha. Tem de tudo, minha gente! Tipo uma volta pelo Saara do Rio sem esbarrar em gente estranha.

Quer se dar bem na vida e colaborar com a reciclagem de bugigangas? Dá uma olhada nessas maravilhas aí de baixo.

_ tem o Enjoei :P
_ o Gávea Garage Sale
_ o magnânimo Adoro Brechó
_ o Quer Comprar da minha xará
_ a Quitanda da Claudinha
_ o Freecycle
_ o Design*Sponge nesses momentos
_ ou o De(coeur)ação quase sempre, mas mais nesse post

São tantos outros favoritados, mas agora fica só o gostinho dos tops.
Reciclemos também os blogs. Manda mais aí, vai!

beijos mil ;)

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Amanhã eu conto. Mas se melhorar, CAIO DURA!

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e a imagem foi daqui.

No outro mês, redescobri a Casa Pré-Fabricada do Los Hermanos

e também viciei na Disarm do Smashing Pumpkins

Meu aniversário a ritmo de Najwajean | Wish the cat could talk

TOP-TOP-TOP.

Aí veio a Björk com a magnífica Play Dead

e também o Funk Como Le Gusta com Anita Makiza & DJ Raff na Funk Hum

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Quero ver o google me dizer de onde vêm tantos corações, tantas saúdes e tantos dinheiros. Haja plural.

Ou tô acumulando e não sabia?

Desde que eu resolvi me adequar de verdade à vida on-line, ganhei mais uma série de pendências. Em vez de visitar diariamente os blogs e sites que eu mais gosto, cadatrei to-di-nhos no Google Reader. Uau, demais.

O resultado é que são imparáveis numerozinhos que vão acumulando no canto da tela do computador, e ai de mim se não acompanho o ritmo dos meus próprios favoritos. Medo de pensar no que eles podem fazer se fico mais de um fim-de-semana sem entrar em nenhum. São capazes de pular de 127 pra 670 não-lidos sem eu me dar conta. E quando vejo, já tô outra vez em dívida com a cultura digital.

E são os amigos que começam a adicionar, é um tal de todo mundo compartilhando seus top-visited, uma loucura só. Chego um dia e vejo que, de brinde, agora tem mais outros tantos não-lidos porque a fofa da amiga adicionou no Reader dela com trocentos links incríveis. Ai deus.  Se não fosse tão legal, diria que é um caos!

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Não que isso seja um diário, não não. Mas é que tem programas que a gente não pode deixar de passar adiante, até mesmo pra incentivar o leitor desanimado ou tirar o bolor da amiga engolida pelo sofá.

Domingo passado fomos no zoológico. Há quanto tempo você não faz uma dessas? Vê aqueles animaizinhos lindos, sente pena, lamenta, aplaude, se surpreende? Acho que poucos programas podem ser tão prazerosos e tranqulizantes como uma ida ao zoo. Passamos uma boa meia hora boquiabertas diante dos macaquinhos e suas peripécias impagáveis. E no show dos golfinhos? Tem coisa mais fofa? E a girafa, e aquele imeeeenso hipopótamo, e os leões, lêmures, lhamas? Tão legal!

Em que mundo eu tava vivendo pra esquecer tudo isso? Nos últimos meses, meu mundo animal se resumia a um gato popstar e a um peixe obeso!

Ah, e essas aí em cima somos nós, passando por orangotangos destreinados :)

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Sempre tive curiosidade em saber como se sentia uma pessoa realmente talentosa. Criativa, responsável, profissional, segura. Me parece uma mistura impossível, como aquela maravilhosa receita de comida, irrepetível.

Tem aqueles que sabem trabalhar. Que se dedicam, se dão, se esforçam. Mas e se você nasceu com um dom, aquele talento divino de fazer algo bem? Fácil assim. Nasceu pra cantar, pra atuar, lecionar. Coisa bonita, não?

Já conheci uma infinidade de gente que trabalha ‘de puta madre’, mas não é criativa. Ou se é, é preguiçosa. Ou boçal. E empreendedores, que muitas vezes não sabem dirigir. Ou se sabem, não são articulados.

Aí fica a enquete: você, amigo-talento-mor, também ri? Chora, se descabela, pensa que sim pra depois ver que não? Faz fofoca? Sente amor e ódio? Ou isso é coisa de nós, mortais?

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ah, e a descoberta da semana: thisisindexed
:)

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