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Aí eu deixei de ser amaykot. Virei apacheco. Não só no trabalho novo, mas também na vida real. Tanto lutei pra abolir o tal sobrenome, correndo contra o tempo pra fazer o que a outra amanda não faria, pra, de mansinho, perceber que uma não tem que sair pra dar espaço pra outra. Engraçado.

As amandas foram aprendendo que, pra ser feliz, não precisa acelerar. Pelo menos não tanto. Gostoso mesmo é tomar café da manhã em casa, sair pra uma cerveja na quarta-feira, entregar um projeto e preencher com ok na lista de pendências.

Colo o rosto na janela do ônibus porque não quero perder nenhum momento da paisagem daqui. Gosto de descer algumas paradas antes de casa, pra escutar o vai-e-vem da cidade e o sotaque dos velhinhos na rua. Me divirto com os costumes dessa gente, essa raça à parte, esses cariocas. Eles trocam qualquer programa por um choppinho na esquina, organizam churrascos espetaculares como compram o jornal: todo domingo. Reunião em casa pode se tornar roda de samba ou mesa de truco em menos de um copo. Quando você vê, já está com uma tabelinha de naipes, louco pra aprender a jogar.

Aí virei apacheco. Mistura nostálgica de uma itajaiense, pseudo mané-espanhola, vivendo num rio de janeiro cada dia mais bonito. Engraçado.

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