Da minha cidade, levo no coração a avenida colorida e dividida por árvores e flores de verão.

Da avó, o bolinho de banana, a emoção exagerada e a vontade de tentar sempre fazer melhor.

Da minha mãe, herdei e tento conservar o sorriso e o otimismo, mesmo que muitas vezes infundado.

Dos amores, o ego, a fobia e a felicidade. Tudo junto, senão não seriam meus.

Da melhor amiga, as perguntas sem resposta, as vontades repentinas e a certeza de que a nossa amizade não nasceu na escola, e sim na alma.

Da universidade, momentos infinitos. Dos amigos, momentos que deveriam durar mais.

De Sevilla, o gosto pelo espetáculo. De Floripa, pela folga. De Barcelona, a ânsia de ver e ouvir, mas não assimilar.

Do primeiro trabalho, a certeza. Do último, a dúvida.

De um, a calma e a delicadeza de não pensar, só sentir.
De outro, o amor sem fim.
Dela, o apoio. Deles, o caráter.

De tudo e de todos, levo um pouco comigo.
Mas como deixei de mim.

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