Então eu acho que tudo é uma questão de publicidade. A vida profissional, nem se fala. E a sentimental também. Erro e aprendo, e no fim das contas, tudo depende da maneira como é contado. Sai por aí espalhando que tá triste pra ver o que acontece. É um tal de avó mandando anti-depressivos, amigos da escola com declarações no orkut, namorados e ex-namorados manifiestando-se em solidariedade.

Agora, um comentário mais animado, ou indiretas mencionando as maravilhas da última semana e pronto! Tá feita a novela. Não tem pra ninguém. Essa Amanda vai longe. Que mulher. É isso aí, filha, arrasa! Adoro ser paparicada, mas outro dia me chamaram de ‘planetária’ e .. putz. Não é que sou das fortes?

Se sofro, é questão de auto-estima. Elogios e carinhos e gestos de incentivo vêm bem a calhar. Se tô feliz, é de ego mesmo. Por isso acho que poucas palavras são espontâneas, e quanto mais somos verdadeiros, mais falso parece. Daí saiu o “Não reclaramás” de 2008. Porque ninguém quer ficar lendo blog de mal-amada, nem comentar em posts amargurados.

Mesmo com o coração torcido e esprimido, ou com a cabeça a ponto de congestionar com minhas (in)certezas, escrevo em tom vendedor. Tudo está bem e vai ficar ainda melhor. ¡Me encanta Barcelona! Adoro minha rotina e estou realizada com o que faço. Como é bom estar perto de quem se ama.

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