To pra ver enrolação maior do que a minha quando decido fazer algo em cima da hora, sem pensar muito. Não vou reclamar de que dá errado, porque ainda tá naquelas de que é engraçadinho. Quero ver daqui a uns anos, vai que isso potencializa com a idade.

Imaginem só. Ontem foi meu dia de folga (único da semana, digamos), e na falta de um mínimo planejamento, fiquei sem programa pra noite. Normal, nenhuma novidade. Não queria me matar ligando pra aleatórios só pra dizer que fiz alguma coisa, até porque o frio daqui tem gangrenado meu corpo aos poucos. Acabei decidindo ir no cinema, quando faltavam 10 minutos pra começar a última sessão (e esse horário era pura suposição). Maravilha, peguei um casacão, uma barra de cereais e fui pro metrô. O primeiro impasse: o cinema de sempre ou o tal superfoda do shopping? Essa é fácil, vou pro do shopping. Desci na Jaume I aqui do lado de casa e peguei o trem na hora exata que eu pisei na plataforma, milagre. Ufa, e ainda consegui assento! Que sorte. Puuutz, mas tava indo pro lado oposto do cinema foda. Menos mal, deve até ser um sinal, aposto que o de sempre vai estar melhor. Desci no Passeig de Gràcia, um frio de matar. Por que é que saída de metrô tem que encanar tanto vento? Arquitetos, engenheiros, façam-me o favor…

Se alguém já desceu em estações de metrô desconhecidas deve saber que o cérebro não acompanha a rosa dos ventos, e fica completamente impossível saber onde se está e qual a direção correta. Certa de que isso acontece com qualquer ser humano um pouco mais desligado, acabei por dar 2 voltas na MESMA quadra, totalmente desnorteada, tentando descobrir como eu fui parar naquele buraco se eu tava em pleno centro de Barcelona. Levei 20 minutos até descobrir que tava na rua detrás andando em sentido contrário. Tudo errado, tudo errado. Ainda perdi a hora do tal cinema-que-eu-não-queria-mas-ia, e terminei em outro. E fui uma das 10 expectadoras de um bom filme (bem) espanhol.

Voltei pra casa caminhando, com o micro-salto arrastando pela madrugada, mas bem certa de onde eu vinha e pra onde eu ia. E como chegar lá.

ps: se você também sofre de enrolação crônica, me escreva, vamos trocar experiências.

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